segunda-feira, 13 de junho de 2011

O Poder da Quinoa e Amaranto

Amaranto
Quinoa
Não são todos que conhecem a quinoa. Com a popularização do grão, o preço baixou, tornando-se mais acessível esse alimento considerado um dos mais completos do mundo em termos nutricionais.
Alguns minerais presentes são: magnésio, potássio, zinco, manganês e as vitaminas são: tiamina, riboflavina, niacina, ácido pantotênico, alfa-tocoferol (vitamina E).
A Quinoa é fonte de fibras, proteínas, fósforo, ferro, cálcio, vitaminas C, E e do complexo B, além de uma substância chamada lisina, que aumenta a absorção de cálcio pelo organismo.
Todos esses nutrientes mencionados se traduzem em inúmeros benefícios para a manutenção da saúde. Os minerais melhoram a capacidade de aprendizado e memória (favorecendo o sistema nervoso central) e previnem contra osteoporose (cálcio combinado com a lisina), câncer de mama (fitoestrógenos) e problemas cardiovasculares (fibras que reduzem o colesterol ruim).
Já as vitaminas presentes na quinoa acabam aumentando a imunidade, acelerando a metabolização das gorduras, evitando a fadiga, combatendo problemas respiratórios e protegendo as funções cerebrais.
Aconselham-se a lavar os grãos antes de prepará-los. Apesar do cereal ser mais consumidos em grãos, as folhas e os botões das flores da quinoa podem ser utilizados no preparo de cozidos e refogados.
O Amaranto é rico em proteínas de alto valor biológico, melhor aproveitadas pelo nosso organismo, atuando contra o colesterol ruim e os radicais livres. Encontrado na forma de farinha ou flocos, o amaranto pode ser consumido em saladas, refogados, sopas, saladas de frutas ou como substituto do feijão. Ele melhora o funcionamento do intestino, reduzindo as taxas de colesterol, prevenindo a osteoporose, regulando a pressão arterial e retardando o envelhecimento das células.
Veja como incluir esses grãos em sua alimentação:
Nas vitaminas;
Nas saladas de frutas com iogurtes;
Nas farofas substituindo a farinha de mandioca;
Nas tortas e bolos substituindo a farinha de trigo ficando uma massa mais saudável e macia;
Nas saladas,  dando um sabor especial;
CONFIRA A RECEITA

terça-feira, 31 de maio de 2011

Como está sua flora intestinal?

Atualmente a preocupação com o intestino preso tem se emancipado na mídia, estimulando as pessoas, de alguma forma, a possuírem um intestino com funcionamento regular. Porém um intestino regular não é sinônimo de flora intestinal saudável, já que muitos métodos usados para estimular a evacuação são altamente destruidores da nossa flora intestinal e o seu uso contínuo pode trazer consequências graves, como a entrada de germes oportunistas e até mesmo o câncer de intestino, já que os movimentos peristálsticos acabam sendo desestimulados com o uso do laxante. Com isso acaba se tornando um ciclo vicioso, e a busca por alternativas para fazer o intestino funcionar fica frequente, agravando os episódios de constipação.


Além disso, a destruição da flora intestinal pode ser acarretada pelo consumo excessivo de alimentos processados em relação aos alimentos crus, o uso de antiinflamatórios, bem com o uso de drogas ou ervas laxativas, que são comumente usados nos episódios de mal funcionamento do intestino, que em sua maioria está relacionado ao estilo de vida: dieta inadequada, sedentarismo e pouca ingesta de água. Os fitoterápicos laxativos, visto por muitos de forma positiva, por considerarem naturais, como é o caso do chá de sene, também são altamente agressores da microbiota intestinal.

Tratamentos de patologias com uso de antibióticos orais, podem acarretar em danos na flora intestinal, pois a ação dos antibióticos é destruir as bactérias causadoras da doença, mas ainda não são inteligentes a tal ponto de identificar quais as bactérias são prejudiciais a aquele organismo, com isso as colônias de bactérias benéficas para a saúde acabam sendo destruídas.

Mas afinal, o que é a flora intestinal?

A microbiota ou flora intestinal são cerca de 100 trilhões de bactérias, com 100 variedades em média. Elas participam da digestão, absorção e síntese de ácidos graxos de cadeia curta, vitaminas B e K. Contribuindo também, na redução de moléculas de colesterol e exercendo um importante papel preventivo para a saúde, pois elas favorecem a prevenção de diversas infecções intestinais, ajudam a eliminar toxinas, melhoram o aspecto da pele e estimulam o sistema imunológico. Mas para que ela cumpra com seu propósito é necessário que elas se mantenham em equilíbrio e a alimentação se torna fundamental neste processo.

Algumas substâncias alimentares não digeríveis no trato gastro intestinal superior, ao atingirem o cólon são metabolizadas e promovem o crescimento da microbiota intestinal benéfica, tais substâncias são chamadas de prebióticos, presentes em alimentos ricos em fibras e nos frutooligossacarídeos (FOS), como cebola, alho, alguns grãos e mel. Além delas ajudarem na manutenção da flora intestinal elas auxiliam no trânsito intestinal e na consistência normal das fezes, prevenindo a constipação.

Há também outra classe de substâncias, chamadas probióticos, que contém bactérias vivas que produzem efeitos benéficos, favorecendo a flora intestinal, presentes em alguns iogurtes e leite fermentados, as bifidobacterium e lactobacillus favorecem a síntese de vitaminas do complexo B, aumenta o valor nutricional de certos alimentos e ajudam no controle do colesterol.

Então se você exagerou nos produtos laxativos ou passou por algum tratamento com antibiótico e afins, trate-se de recompor a sua flora intestinal, com auxílio dos alimentos probióticos e prebióticos, lembrando que evitar a ingesta de líquidos durante as refeições contribuí para que as bactérias nocivas não se proliferem, pois os líquidos mudam o PH do sistema digestivo.

sexta-feira, 27 de maio de 2011

A Importância das frutas amarelas!


frutas amarelas
Nos alimentos de cor amarela há antioxidantes em comum ajudando assim a saúde dos nossos olhos. Cada fruta de cor amarelado têm uma ou mais substâncias que beneficiam diferentes funções do nosso organismo.



     Esses alimentos têm algo em comum e ao consumir de formas variadas eles podem trazer um mesmo benefício: a proteção da visão.
Frutas como pêra, banana, melão amarelo, entre outras frutas, contêm zeaxantina e luteína, caratenóides que reforçam as proteções do sistema imunológico, com grande ação antioxidante na área dos olhos, reduzindo assim as infecções, catarata e até mesmo uma possível cegueira.
Em relação ao maracujá foram feitas pesquisas da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) que comprovam que ele realmente acalma e ainda age como antioxidante. Foram estudados quatro tipos de frutas, inclusive o maracujá azedo, o mais consumido no Brasil em forma de sucos.
Esse efeito calmante se deve à presença de alcalóides, que tem propriedade anti-hipertensiva. Passiflorina é o nome de um dos alcalóides presentes no maracujá, indicados nos casos de insônia, estresse, pressão alta e ansiedade.
As substâncias sedativas estão em maior quantidade nas folhas, por isso, chás preparados com essa parte da planta também agem como calmantes. Podem aliviar até dores de cabeça, já que dilatam os vasos sanguíneos, melhorando assim a circulação no cérebro e baixando a pressão arterial.
As sementes do maracujá possuem ótimas quantidades de ácidos graxos poli-insaturados, como ácido linoléico (ômega 6) e palmítico, e menor quantidade de linolênico (ômega 3). Essas substâncias ajudam na manutenção das membranas celulares e da transmissão dos impulsos nervosos. As sementes podem ser incluídas em receitas de tortas, molhos e bolos.
Até a casca da fruta pode ser aproveitada em forma de farinha, que é capaz de diminuir a glicose sanguínea e o colesterol. A farinha de maracujá é rica em pectina que retarda o esvaziamento gástrico, melhorando o trânsito intestinal e controlando a glicemia, sendo assim aliada dos diabéticos.
O abacaxi tem como principal função melhorar a digestão, amenizando assim a sensação de peso no estômago e previne a prisão de ventre. A bromelina é a substância responsável por facilitar esse processo digestivo, é uma enzima que participa das reações bioquímicas, acelerando assim a digestão.
A bromelina age no estômago quebrando as proteínas ingerida e também ativa a circulação sanguínea. Concentra-se no miolo do abacaxi, a parte central e mais durinha da fruta.
A banana é rica em potássio sendo uma aliada da saúde do coração. Um estudo publicado na revista americana Archives of Internal Medicine, feito com quase 3 mil pessoas, mostrou que aumentar a ingestão de potássio e restringir a de sódio diminui em até 50% os problemas causados pela hipertensão, como AVC (Acidente Vascular Cerebral) e infarto.
Uma banana média fornece um terço da necessidade diária recomendada de potássio. Estudos comprovam a importância do mineral para a função muscular adequada, inclusive do coração. Há ainda duas substâncias que promovem o bem-estar: o aminoácido triptofano e a vitamina B6. Ambos os nutrientes participam da produção de seretonina, hormônio que causa sensação de relaxamento e melhora do humor.
No melão os nutrientes obtidos são diferentes de acordo com o tipo de melão escolhido: há uma boa quantidade de betacaroteno no melão cantalupo, o melão amarelo há luteína e zeaxantina.
Os dois tipos são compostos de muita água, eliminando assim a retenção de líquidos no organismo, e consequentemente, combatendo inchaços. O melão cantalupo oferece maior quantidade de vitamina C, que ajuda na formação de colágeno (proteína que sustenta pele e ossos) e de potássio, mineral que controla a quantidade de água nas células.
O melão é rico em vitaminas A e do complexo B, ferro, fósforo, cálcio e potássio. É calmante, diurético e anticoagulante, regulando o funcionamento intestinal e pode prevenir problemas hepáticos.
No pêssego há betacaroteno, luteína e zeaxantina antioxidantes que auxiliam na proteção da saúde dos olhos é triplicada: enquanto o betacaroteno transforma-se em vitamina A, que previne a cegueira noturna e a conjutivite, a luteína e a zeaxantina reduzem o risco de catarata e infecções.
O pêssego é rico em fibras, carboidratos, vitaminas do complexo B, fósforo, manganês, cobre e iodo. Age como diurético e desintoxicante e é excelente para prevenir problemas pulmonares. Também tem vitamina B3, conhecida como niacina, essencial para o crescimento e desenvolvimento saudável de crianças e adolescentes.
A pêra contêm mais fibras que a maçã e é uma ótima opção para regular o funcionamento do intestino e controla as taxas de colesterol. A fibra é um tipo de carboidrato encontrado somente no reino vegetal. Mesmo não sendo ingerida e absorvida pelo corpo humano, possui uma nobre função reguladora e é indispensável ao organismo.
A fibra presente na pêra é a do tipo solúvel, que dissolve-se em água, formando um gel viscoso. Esse gel permanece por mais tempo no estômago, prolongando a sensação de saciedade. Também absorve toxinas, mantendo o tubo digestivo saudável.

segunda-feira, 23 de maio de 2011

O que significa comer bem?


As pessoas possuem conceitos com relação a alimentação saudável que nem sempre condizem com evidencias científicas. A nutrição traduz para a prática as observações verificadas nas pesquisas e o nutricionista é o profissional melhor capacitado para a divulgação e promoção de praticas alimentares saudáveis na sociedade. Desse modo, a nutrição preventiva mostra-se campo abrangente para o desenvolvimento da qualidade de vida e do bem-estar como um todo.
A Sociedade contemporânea prega a rapidez e a praticidade no estilo e hábitos de vida –  a sociedade hedonista busca o prazer imediato e sem “esforço”. É exatamente a praticidade e o imediatismo que a indústria de alimentos e as redes de “fast food” pregam como necessidade e dizem ofertar ao consumidor. Entretanto, as pessoas abraçam e “compram” esses conceitos/ideias sem estarem devidamente informadas acerca do que isso pode significar em termos nutricionais e dos riscos que certas escolhas trazem para a saúde.
O que a sociedade ocidental acredita ser inócuo para a saúde, precisa ser discutido e informado em projetos de políticas públicas de saúde e nos consultórios de nutrição. Apresento algumas ideias que fazem parte da construção disfuncional sobre alimentação:A alimentação saudável é cheia de regras difíceis de serem seguidas;
A alimentação saudável é muito cara;
Dietas não funcionam;
Dieta é sinônimo de sofrimento;
Não é possível manter dieta saudável e seguir vários eventos sociais;
Todas as gorduras são péssimas para a saúde;
A suplementação é mais eficiente que a dieta ou a mudança de comportamento;
Posso ficar magra e bela sem precisar recorrer à dieta e atividade física;
Basta “malhar” para ganhar músculos;
É impossível ensinar crianças a gostar de frutas e hortaliças;
Conheço todas as recomendações, não preciso de “ninguém” para me dizer o que devo ou não comer;
Incluir consultas e orientações nutricionais na rotina de saúde da família é prática muito cara.

Isto só para citar algumas das crenças mais comuns observadas na pratica clínica.
A desconstrução destas crenças

domingo, 24 de abril de 2011

CHOCOLATE PARA TODOS!



Atualmente temos ovos de Páscoa para todos tipos de consumidores, desde os que não se cansam de comer - muito - chocolate nesta época do ano, até os diabéticos, os que fazem dieta, celíacos e, até, naturalistas. Com tantas opções no mercado, no entanto, muita gente acaba esbarrando na falta de informações e acaba abusando no consumo de chocolate. A nutricionista Fernanda Castelo Branco, da área de Educação da ADJ - Diabetes Brasil, afirma que diabéticos podem consumir chocolates na Páscoa, mas é bom ficar de olho no tamanho da porção e não exagerar. "O consumo excessivo pode ocasionar o aumento das taxas de açúcar no sangue", explica.


Veja opções de OVOS DE PÁSCOA para quem tem restrições alimentares

De acordo com a nutricionista da Associação Brasileira da Indústria de Alimentos Para Fins Especiais e Congêneres, Diet e Light (ABIAD), Karina Barros, o chocolate dietético, ao contrário do que muitos pensam, foi desenvolvido para diabéticos, que não podem ingerir açúcar. "Porém, o valor calórico de um ovo de chocolate diet permanece alto devido ao teor de gordura aumentado", afirma.

Dessa forma, para quem quer comer chocolates com um pouco menos de culpa nesta Páscoa, vale lembrar que qualquer alimento rotulado light deve conter redução de, no mínimo, 30% de algum nutriente como, calorias, açúcar, gordura ou sal. Karina diz que é importante ficar de olho nas informações nutricionais das embalagens. "Além disso, se a porção ingerida for alta, o valor calórico será igual ao de uma porção de chocolate convencional", lembra. Fernanda concorda: "A dica é checar o rótulo nutricional. Para pessoas com diabetes, por exemplo, aquele que tiver a menor quantidade de carboidrato e gordura deve ser escolhido".

As opções de ovos de chocolate com menor adição de açúcar e sem acréscimo de recheios, leite condensado, amendoim, entre outros, contam com maior concentração de cacau e são mais indicados para quem não quer ganhar peso extra. "Diversos estudos demonstram o benefício à saúde na ingestão de chocolates que contenham acima de 50% de cacau devido a sua função antioxidante. Todavia, temos que lembrar que o chocolate é um alimento calórico e deve ser ingerido em quantidades moderadas", alerta Karina.

Para os celíacos e alérgicos ao cacau, os ovos com soja e de alfarroba substituem o chocolate. Os produtos feitos com alfarroba são isentos de lactose, glúten e açúcar, podendo ser consumidos por quem não pode ingerir esses componentes. Mas devem ser evitados por pessoas com alergia à soja por conter traços de extrato e lecitina. A alfarroba, fruto de árvore nativa do Mediterrâneo, já era usada pelos egípcios há mais de cinco mil anos. Ela não contém cafeína e teobromina, é rica em vitaminas A, B1, B2, E, niacina, cálcio, magnésio, ferro e fibras. Enquanto o cacau possui até 23% de gordura e 5% de açúcar, a alfarroba possui 0,7% de gordura e alto teor de açúcares naturais - glucose e frutose - em torno de 38% a 45%.

A soja é outro componente importante para quem deseja manter a dieta na Páscoa e para os intolerantes à lactose. Os chocolates à base de soja são adoçados com açúcar orgânico, com a substituição do leite pela soja, o produto é 100% vegetal e facilmente digerível. O valor calórico dos chocolates à base de soja é inferior ao do chocolate tradicional e ao dietético.